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Menção a uso de álcool e drogas por menores.

04 de Agosto de 2025, Karlsruhe, Alemanha.

Exposto passado de ex-idol Jinu: Escândalos com álcool, drogas e namoros surgem online.

O rosto se contorceu ao ler aquilo. Enviado pela madrugada por alguma alma maldosa ou preocupada através de um número desconhecido. Após verificar as fotos no artigo, tinha certeza de apenas uma coisa: quem era a principal fonte do vazamento.

O caminho de Berlim até Karlsruhe deveria durar um pouco mais de 6 horas, mas a Maserati cortou esse tempo pela metade, correndo pelas autobahns alemãs como se fosse movida pela própria raiva.

Não precisou de muita cerimônia para adentrar o internato, caminhando pelo campus a passos pesados e largos com uma direção quase obsessiva enquanto os olhares dos mais novos o encaravam com curiosidade. Não tentou abrir a porta. Simplesmente a chutou, obrigando-a a se abrir em um estalo.

— Hyung… — a voz magra escapou pelos lábios do irmão mais novo, engolindo em seco e se afastando do notebook sobre a escrivaninha, sem sair de cima da cadeira de escritório, ao ver a figura sombria a sua porta.

— “Hyung?” — a voz saiu enrouquecida pela raiva. — Você tem ideia a merda que você fez?! O que você tá ganhando com isso, Jinho?!

— Eu só preciso de dinheiro… A mamãe tá quase descobrindo que eu não estou na escola de música e… — Foi interrompido por uma batida forte contra o parapeito da porta, sentindo um frio na espinha acompanhar a aproximação do irmão.

— Precisa de dinheiro? “A mamãe tá quase descobrindo”? Você se ouve, caralho?! — avançou mais um passo, o olhar queimando na direção de outrem. — Você vai acabar com a minha carreira inteira, porque TALVEZ a mamãe corte seu direito a ter um motorista particular ou alguma merda assim?

— Não! Você não entende! A mamãe vai me cortar de tudo!

— Ela não vai. — Jinu cuspiu as palavras. — Eu fiquei três anos fora da música. Três. Anos. — apontou para si mesmo, o rosto contorcido. — E ainda assim ela não me abandonou.

— Porque você é o favorito… — murmurou.

Favorito

O sangue de Jinu ferveu. Favorito?! Aquilo era favoritismo? Se isso era ser o preferido, ele trocaria sem pensar pela liberdade do irmão. Jinho, que fazia o que queria, quando queria, sem lidar com nenhuma das consequências reais. Jinho, que nunca precisou se esforçar um mínimo pela aprovação dos pais, que não precisa levar o peso de todos nas costas como Jinri, que não precisa ter as melhores notas, seja na escola ou nas apresentações de música, como Jinu.

As mãos de Jinu agarraram a cadeira giratória e a empurraram para frente, arrastando o irmão até o piano.

— La Campanella. — ordenou. Os dedos de Jinho passaram sobre o piano com hesitação, tocando, em sua maioria, notas aleatórias, talvez estivesse mais próximo de tocar Brilha, Brilha Estrelinha do que qualquer Liszt. Jinu precisou ranger os dentes para que não fizesse nada que se arrependesse. — Eu aprendi essa com cinco anos. — rosnou. — De tanto que a mamãe me adora.

— Hyung…